Comer sem mastigar ajudou dinossauros a ficarem gigantes, diz estudo


Pesquisa revela que dinossauros não mastigavam a comida, com isso, conseguiam digerir mais alimento e crescer muito mais


Editora Globo

Os dinossauros gigantes não tinham molares, mas engoliam a comida rapidamente. Só assim satisfaziam suas enormes necessidades energéticas.

Por que alguns dinossauros eram tão grandes e o os animais terrestres de hoje ficam tão longe de seu tamanho? Porque eles tinham um tipo de alimentação “fast-food”, acabam de responder pesquisadores da Universidade de Bonn, na Alemanha.

De acordo com o estudo, quanto maior o animal, mais tempo ele gasta comendo. Os elefantes, por exemplo, passam a maior parte de seu dia satisfazendo sua enorme necessidade energética – mal têm tempo para dormir. “Isso nos levou a um dos muitos enigmas que o gigantismo dos dinossauros coloca diante de nós,” diz o professor Martin Sander, da Universidade de Bonn. “Eles eram tão grandes que um dia teria de ter 30 horas para que fossem capazes de satisfazer suas necessidades energéticas”.

No estudo, os cientistas foram levados à conclusão de que seu tamanho só era possível por eles não mastigarem a comida, engolindo a seco. Isso lhes permitia ingerir uma quantidade maior de alimento em menos tempo. A mastigação facilita o processo digestivo porque aumenta a superfície de contato das enzimas com a comida. Mas ela também toma tempo – um recurso escasso quando se tem um corpo gigante para sustentar.

Quem mastiga precisa de uma boca (e uma cabeça) maior para abarcar os dentes. Os grandes herbívoros tinham pescoços muito longos para sustentar crânios grandes e pesados, assim não contando com dentes tão poderosos para a quantidade de comida que necessitavam, diz o estudo. Esses pescoços longos e ágeis também eram essenciais para que dinossauros não precisassem sair à busca de comida (gastando assim ainda mais energia). Bastava que explorassem o arredor imóveis, movendo apenas a cabeça.

O próprio processo de digestão poderia levar vários dias, devido à falta de dentes molares, afirma o estudo. No entanto, seus estômagos eram tão grandes que ainda lhes forneciam energia suficiente. Além disso, o metabolismo desses animais era incrivelmente poderoso. Eles possuíam pulmões sofisticados, muito mais eficazes que o dos seres humanos. Seu aparelho respiratório contava ainda com um sistema de válvulas que permitia que as trocas gasosas acontecessem tanto quando eles inspiravam quanto expiravam.

“Há 200 milhões de anos, esses animais desenvolveram uma combinação inigualável de traços primitivos, que eram novos na história da evolução. Essa combinação fez com que esses fascinantes gigantes fossem possíveis”, diz Sander.

fonte:revista galileu
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